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Plataforma de Dados AI-Native para Tribunais de Justiça

Três aulas para discutir o que é a plataforma de dados de um tribunal, como ela nasce e evolui com IA, e como o dado sai do sistema de tramitação e chega a quem decide.

Formato
3 aulas online ao vivo · 6 horas
Datas
Quintas — 29 out, 5 e 12 nov de 2026
Horário
10h às 12h (Brasília)
Acesso
Exclusivo para convidados
Sobre o curso

Discussão técnica sobre a evolução das arquiteturas de dados e o que muda nos Tribunais de Justiça.

O curso propõe, em três aulas, uma arquitetura de referência para uma plataforma de dados AI-Native para Tribunais de Justiça — construída e operada com IA desde a origem — e coloca em discussão o que a distingue de uma arquitetura de BI. A proposta organiza a arquitetura em seis etapas, da ingestão contínua com captura de mudanças ao lakehouse em bronze, prata e ouro, passando por processamento e orquestração, modelo semântico judicial, qualidade, catálogo e linhagem, até o consumo por painéis, APIs e agentes de IA.

A Aula 1 percorre as seis etapas e os diferenciais técnicos em relação ao BI. A Aula 2 trata dos ativos AI-native que aceleram a construção e a evolução da plataforma. A Aula 3 acompanha casos ponta a ponta, da fonte à camada semântica e à interação direta com a plataforma por IA. Cada aula parte de uma pergunta técnica e termina em debate com os participantes.

Para quem é
Lideranças de TI e dados de Tribunais de Justiça
Assessorias de gestão estratégica e áreas de estatística
Corregedorias e gestão de unidades judiciárias
Equipes de dados, BI e analytics do Judiciário
Objetivos

O que vamos discutir.

01

O que distingue uma plataforma de dados de uma arquitetura de BI, e quando cada uma basta para o tribunal.

02

Uma proposta de arquitetura de dados em seis etapas para tribunais, com suas alternativas, seus limites e o que custa obter cada diferencial técnico.

03

Como os ativos AI-native — do modelo semântico e das skills ao playbook de regras e à camada agêntica — mudam a forma de construir e evoluir a plataforma.

04

Casos ponta a ponta, da fonte ao indicador e à interação com a plataforma, para comparar com a realidade de cada tribunal.

Conteúdo programático

Três aulas, da plataforma aos casos.

Aula 01

Plataforma de Dados

29 de outubro de 2026 · quinta-feira · online ao vivo · 10h às 12h

O que é uma plataforma de dados, em que ela difere de uma arquitetura de BI, e o que isso muda para o tribunal?

O que chamamos de plataforma de dados
  • Plataforma para operação e análise de dados, com leitura histórica e cruzamento de dados de alta volumetria.
  • Dado como ativo — com dono, versão e regra de qualidade —, e não como subproduto de um relatório.
  • Lakehouse em bronze, prata e ouro como uma das organizações possíveis, e o que cada camada promete a quem consome.
  • Onde a distinção entre data warehouse, data lake e lakehouse ajuda e onde só confunde.
Plataforma e arquitetura de BI, o que difere
  • Extração periódica e cubo por relatório contra ingestão contínua e camada semântica compartilhada.
  • Regra de negócio presa à ferramenta de visualização contra regra em código, versionada e testada.
  • Custo real de cada abordagem — em pessoas, licenças e tempo de resposta a uma pergunta nova.
  • Quando o BI tradicional é suficiente e quando deixa de ser.
As seis etapas da arquitetura de dados
  • Ingestão e captura de mudanças (CDC) direto do banco de tramitação, com os riscos de acoplamento que isso traz.
  • Lakehouse em formatos abertos de tabela, processamento distribuído e orquestração de pipelines.
  • Modelo semântico judicial, com movimento, situação, fase e indicador sobre a TPU.
  • Qualidade, catálogo e linhagem como camada própria ou como atributo transversal.
  • Consumo por painéis, APIs e agentes, e onde o acesso por perfil se resolve.
  • Ferramentas on-premises e em nuvem para cada camada, e os critérios para escolher.
Diferenciais técnicos e o que custa obtê-los
  • Fonte única da verdade, e o que acontece quando dois painéis discordam.
  • Regra rastreável em código, do indicador publicado ao campo de origem.
  • Segurança por perfil na camada de dados, e não só na tela.
  • Reuso por domínio, escala e estabilidade sob carga de reprocessamento.
  • Dado pronto para IA na camada semântica — o que isso exige e o que não garante.
Aula 02

Ativos AI-native

5 de novembro de 2026 · quinta-feira · online ao vivo · 10h às 12h

Como a plataforma nasce e evolui com IA, e o que já chega pronto?

AI-driven development aplicado a dados
  • IA como acelerador de entrega contra IA como parte do ativo, com contexto versionado junto ao código.
  • Teste automatizado do pipeline e revisão humana obrigatória, onde cada um entra.
  • Riscos conhecidos: regra alucinada, dependência de fornecedor, código que a equipe não entende.
Modelo semântico de dados para o Judiciário
  • Movimento, situação, fase e indicador modelados sobre a TPU, e as escolhas em aberto (nível folha, agrupamentos, legados).
  • Conectores para tramitação, sistemas legados e bases externas, e o custo de manter cada um.
  • O que um modelo semântico único resolve e o que não resolve entre tribunais diferentes.
Skills para uma plataforma de dados no Judiciário
  • Skill como unidade de trabalho descrita, testada e reutilizável (ingerir fonte nova, criar indicador, publicar painel, reconciliar com o DataJud).
  • Como uma skill é escrita, versionada e testada, e quem a aprova.
  • Uma lista de skills fundamentais para um tribunal, como ponto de partida para discussão.
Playbook de regras de análise no Judiciário
  • Metas e Justiça em Números como regras executáveis com vigência.
  • Verificação a cada carga, e o que fazer quando a regra muda no meio do ano.
  • Regra estável e regra volátil: separação e governança.
A escolha da camada agêntica
  • Agentes operando sobre skills e sobre o dado governado, não sobre o banco bruto.
  • Critérios em disputa: troca de fornecedor sem reescrita, acesso por perfil, custo por consulta, auditabilidade.
  • Modelos abertos e proprietários, on-premises e em nuvem — cenários e trade-offs.
O rito de análise e evolução da plataforma
  • Engenharia de contexto, restrições arquiteturais e gestão de entropia como disciplinas de manutenção.
  • Do pedido de um magistrado ao indicador publicado, sem degradar a base.
  • Quem decide o que entra, e como medir se a plataforma melhorou ou só cresceu.
Aula 03

Casos Ponta a Ponta

12 de novembro de 2026 · quinta-feira · online ao vivo · 10h às 12h

Como o dado sai do sistema de tramitação e chega a quem decide, caso a caso, a partir da plataforma?

Apresentação dos casos
  • O percurso comum — capa, movimento, peça, tarefa e partes — atravessando bronze, prata e ouro até a camada semântica.
  • Critérios para a escolha dos casos, e por que eles não representam todos os tribunais.
Caso 1 · Da fonte à camada semântica
  • Ingestão contínua e padronização de 1º grau, 2º grau e legados no mesmo modelo.
  • Decisões de modelagem que geram debate: o que é movimento, o que conta como baixa, como tratar redistribuição.
  • Erros comuns de ingestão e como aparecem no indicador meses depois.
Caso 2 · O indicador institucional
  • Um indicador institucional calculado sobre a camada semântica, com regra escrita e versionada.
  • Reconciliação com a base oficial antes da apuração — divergências esperadas e como explicá-las.
  • Onde a regra oficial é ambígua e a escolha do tribunal precisa ficar documentada.
Caso 3 · A informação qualificada para a vara
  • Uma pergunta que a estatística oficial não responde, resolvida sobre a mesma base, sem nova extração.
  • Do agregado ao processo — drill com acesso por perfil.
  • Quando a informação qualificada contradiz o indicador institucional, e o que fazer.
Caso 4 · Interação com a plataforma
  • As formas de chegar ao dado tratado: painel, tabela, API e consulta apoiada por IA.
  • Limites da consulta por linguagem natural sobre dado judicial, e como auditá-la.
  • Acesso por perfil e rastro de consulta como requisitos, e não como opcionais.
Cronograma

Três encontros, às quintas-feiras.

Online ao vivo, das 10h às 12h (horário de Brasília). Material disponibilizado após cada aula.

A01
29/10/2026quinta-feira
Plataforma de Dados
10h às 12h
A02
05/11/2026quinta-feira
Ativos AI-native
10h às 12h
A03
12/11/2026quinta-feira
Casos Ponta a Ponta
10h às 12h
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