Por EloInsights
- Estudo inédito da EloGroup, em parceria com ApexBrasil, ABVCAP e GCVI, revela que o mercado de CVC brasileiro trocou o volume pela seletividade, elevando o ticket médio dos aportes em 2025.
- Novo ciclo de investimentos marca fim da fase de experimentação, consolidando o Corporate Venture Capital como ferramenta central de inovação a longo prazo.
- Com avanço de rodadas Series B+ e protagonismo de corporações locais, cenário atual prioriza ativos com tração e sinergia real.
O mercado brasileiro de Venture Capital mudou. Após o período de euforia vivenciado em 2021 e 2022, o cenário atual é marcado por uma forte seletividade, disciplina e rigor estratégico. É o que aponta o mais recente relatório Tendências no mercado de Corporate Venture Capital no Brasil 2025, desenvolvido pela EloGroup em parceria com ApexBrasil, ABVCAP e Global Corporate Venturing Institute (GCVI). Especialista e pioneira nesse tipo de análise, a EloGroup visa, por meio dessa divulgação, fomentar um debate mais apurado sobre o tema, oferecendo uma leitura objetiva do atual estágio do Corporate Venture Capital no país e apontando os vetores do próximo ciclo.
O estudo, que mapeou o mercado entre julho de 2024 e junho de 2025, mostra que estamos vivendo um verdadeiro “Flight to Quality” (salto de qualidade) e, embora o número de rodadas tenha diminuído sob um contexto de aversão ao risco e juros elevados, o ticket médio dos aportes aumentou, refletindo a disposição das empresas em investir em ativos com maior tração e risco reduzido.
Alguns pontos principais levantados pelo estudo:
- Protagonismo nacional: foram mapeados 66 Funding Rounds envolvendo CVCs brasileiros. Desses, quase metade (45%) foram liderados por um CVC do Brasil, mostrando que as corporações locais deixaram de ser apenas coadjuvantes.
- Aposta na maturidade: o novo ciclo destaca uma realocação seletiva de capital. Houve um incremento notável na representatividade de rodadas Series B+ (27% do total), além do aumento do ticket médio em todos os estágios.
- Setores em destaque: os setores Financeiro, de Tecnologia e Saúde continuam sendo o principal foco de interesse das corporações para investimentos. Metade das rodadas mapeadas foi direcionada especificamente para finanças e tecnologia.
- CVC como alavanca de longo prazo: o Corporate Venture Capital consolida-se não mais como um “experimento”, mas como uma ferramenta estruturada e complementar a Pesquisa e Desenvolvimento para antecipar tendências (como Inteligência Artificial e transição energética) e gerar impacto real nos resultados.
“O mercado de CVC no Brasil deixou a fase de experimentação para trás. O ciclo atual comprova que a queda no volume de deals não significa falta de apetite, mas sim um forte amadurecimento estratégico. As corporações estão sendo mais disciplinadas, buscando startups que já apresentam tração e entregam valor real e sinergia aos seus ecossistemas de inovação no longo prazo”, ressalta Jaime Frenkel, Partner de Strategy & Innovation da EloGroup.
Quer entender em profundidade os vetores que vão guiar o próximo ciclo de inovação aberta e investimentos corporativos no país? Faça o download gratuito do estudo completo clicando aqui. E confira também nosso insight com a cobertura completa da mais recente edição do evento Corporate Venture in Brasil.





